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Namorada “com brinde”


pacotinho

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Nadya Suleman: “Se pudesse voltar no tempo, nunca teria tido filhos”

Nadya Suleman, californiana que ficou conhecida mundialmente por ser mãe de 14 filhos e por ter dado à luz óctuplos, concedeu uma entrevista à revista InTouch e disse que odeia suas crianças. “Eu odeio os bebês, eles me dão nojo. Meus seis filhos mais velhos são como animais, estão cada vez mais fora do controle“, declarou.

Suleman disse que seu sonho de ter uma família grandiosa tem sido um verdadeiro pesadelo. “O único jeito de lidar com isso é me trancando no banheiro e chorando. Às vezes eu sento lá durante horas e até mesmo almoço por lá, sentada no chão. Faço qualquer coisa para conseguir paz e tranquilidade”, desabafou.

Durante a entrevista, Nadya disse que chegou a pensar em suicídio. “Tenho pensado em me matar. Não aguento mais”, disse.

Ela comentou que se pudesse voltar no tempo, nunca teria dado à luz nenhum deles.

Amor incondicional, amor verdadeiro?

Sabe aquela frase “Só se conhece o amor de verdade depois que se tem um filho”? Pois é, acabo de pensar na resposta perfeita para ela:

Ah, é mesmo? Puxa, que existência triste a sua, que precisa parir uma miniatura de si mesma para ser amada de verdade nessa vida.

 

PS: eu era feliz e não sabia. Que burrice acreditar que o filho me faria sentir um amor incondicional. Esse amor nunca veio.

 

PS2: Esse título ficou parecendo uma tatuagem porca da Deborah Secco. Hahahahahaha

Desconstruir a maternidade romântica é nosso papel

A forma como a sociedade coloca a maternidade romântica, tipo aquela ideia de que mães são seres perfeitos, sempre sorrindo, angelicais, santas que jamais erram é uma das ferramentas de opressão para nos vender a vontade de ser mãe.

Já cansei de ouvir de amigas childfree convictas que elas ainda têm um pedacinho lá dentro de vontadinha de ter filhos. Vontadinha essa, queridas, provocada pelo marketing que o sistema patriarcal faz em cima da maternidade.

Eles querem te seduzir sim. Sabe por quê? Porque mãe é mulher que não age. Mãe fica quieta pois tem seu tempo reduzido. Mãe não incomoda. Mãe está, em muitos casos, fora do mercado de trabalho. Mãe tem pouco tempo: o tempo que tem é precioso e normalmente é usado para coisas urgentes. Ativismo fica por último. Uma mãe é uma mulher com muito menos tempo de incomodar e de reivindicar seus direitos na sociedade. 

Mas eu estou aqui para tentar mudar isso. Não compre a idéia poética de ser mãe.

Mãe não é exclusivamente amor, carinho e compaixão. Mãe é uma mulher que sofre, que chora, que reclama. Mãe se tranca no banheiro por minutos livre pela sua sanidade. Mãe é uma mulher que, como nunca antes, questiona o patriarcado e os malditos papéis de gêneros dentro da maternidade. Mãe fica com inveja do pai e da vida dele que segue tão igual a antes. Mãe sente vontade de ter nascido homem. Mãe se exclui socialmente. Mãe carrega nas costas dupla ou tripla jornada. Mãe abre mão da vida profissional porque não tem escolha. Ou em muitos casos aceita qualquer trabalho porque precisa. Mãe vai rodar na entrevista de emprego, adivinha por quê? Porque é mãe. Mãe talvez seja uma mãe que não pôde ter acesso ao aborto e tenha sido obrigada a sê-lo. Mãe se arrepende. Sim, de ter se tornado mãe: pelo menos por um segundo, ela se arrependerá. Mãe se sente sozinha. Mãe atura marido por medo de se separar. Por medo de ser mãe solteira. Mãe atura até violência doméstica por isso. Mãe tem dores. Físicas e psicológicas, muitas dores. Além das suas dores, mãe também sente as da cria (10x mais forte). Mãe é mulher sobrecarregada. É mulher há dias sem dormir. Cansada. É mulher sem o mínimo de vaidade pois já abriu mão do que não é urgente. Ou é mulher vaidosa que se sente feia por não ter tempo. Mãe se sente muito feia. Tem que se acostumar com o novo corpo. Mãe passa fome. Passa dias sem tomar banho. Mãe olha para o céu e agradece quando consegue fazer xixi. Mãe tem suas vontades e necessidades jogadas para o lado para atender a cria. “Ahhhh mas mãe que é mãe faz isso feliz”. Ela tem escolha? Mãe é insegura. Mãe é uma mulher que se tornou tão vulnerável quanto como se sua pele do peito fosse arrancada e o coração estivesse exposto ali assim tão fácil de ser machucado.

Mãe se culpa, se culpa, se culpa diariamente e se questionará como mãe para o resto da vida pois a sociedade não vai cansar de apontar o dedo e lembrá-la de como ela provavelmente está fazendo isso errado.

Mãe é uma mulher que sonhou com a maternidade romântica e sofreu muito para adaptar-se quando viu que a realidade é bem diferente. E que, por conta da poesia que todos pensam quando se fala em “ser mãe”, ela não se sente no direito de reclamar. Não sem se sentir envergonhada ou culpada. Porque MÃE É MÃE, dizem todos. Essa frase opressora que serve de justificativa para que aceitemos todo o peso da maternidade sem reclamar, quase como se fosse “agora aguenta”.

Do site Vegana é a sua mãe.

Um depoimento importante

Fiquei muito comovida com todos os depoimentos. Não sou adepta da maternidade, tenho 35 anos e não tive filhos. Porém, sou professora de educação infantil e matei essa charada deste “lado B” da maternidade muito cedo. Tenho 12 anos de profissão e me dói muito quando me deparo com mulheres que foram mães porque seguiram o fluxo social e nem pararam para pensar se realmente queriam. E tem aquelas que desejaram ser mães, mas houve essa decepção e fazem de tudo para disfarçar a insatisfação da maternidade, mas que a gente acaba percebendo nas sutilezas do dia a dia escolar. A verdade é que vocês [mulheres que odeiam ser mães] são muitas. Muito mais do que vocês imaginam. Não se atentem ao julgamento alheio. Ser o que não se quer ser por uma vida inteira é muito devastador.

(retirado da seção de comentários do blog Domingo de Chuva)

Já percebeu que…

…todo texto que fala sobre as “maravilhas da maternidade” sempre começa falando sobre as noites mal-dormidas, os choros, as cólicas, as fraldas sujas, os seios feridos…? Nunca vi nenhuma mãe citar seu filho sem fazer um listão de coisas ruins e negativas. E no fim, a única coisa “boa” citada é o tal “amor incondicional” (Hahaha. Suzane von Richthofen manda lembranças!).

Aliás, tenho muita pena da mulher que precisa ter um filho para saber o que é o amor incondicional. Coitada! Nunca teve amor pleno nessa vida? Precisou parir um mini-me para isso? Que tristeza, senhores, que tristeza!